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sexta-feira, 18 de junho de 2010

1, 2, 3 e já. :)

1. Passei as duas útimas semanas estressada com o mundo por conta do final do semestre. Coitada da família, que teve que aguentar diariamente meus surtos de "eu vou enlouquecer". Pra ser sincera, apesar de já ter me acostumado com essa correria de fim de semestre, e do meu organismo já ter se adaptado a noites sem dormir e dias comendo o tempo inteiro, dessa vez eu realmente quase enlouqueci, me estressei, tive crise de choro, e quase acreditei que não ia dar conta, mas no fim - como sempre deve acontecer - deu tudo certo (ainda bem!).
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2. Depois de quase duas semanas sem dormir direito, finalmente vou ter uma noite de sono decente, com banho tomado, sem nenhum livro jogado por cima de mim, sem despertador pra me acordar às 5 e meia da manha e sem nenhuma preocupação pra me tirar o sono... ahhh, como é bom estar de férias! =)
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3. Tô iniciando hoje a contagem regressiva para o são joão! A verdade é que eu nunca fui muito de festa, em época nenhuma da vida, mas são joão sempre foi diferente. Eu sempre gostei de me deixar contagiar pelo clima junino, sempre fiz questão de participar das quadrilhas no colégio e de arriscar uma dança. Além disso, essa época junina me traz ótimas recordações... das copas do mundo assistidas com os primos em Canavieiras, de cara pintada, segurando a bandeira do Brasil e vibrando a cada gol. Do são joão em Cachoeira e em Cruz das Almas com minha prima, com muito licor de menta, forró, banhos de chuva durante a madrugada, tentativas frustradas de fazer uma tatuagem de henna e aquela energia contagiante da galera da UFRB. E do são joão em Conquista, com muuuita comida típica, fogueira, mosquitos, amigos queridos e aquele friozinho gostoso. Seja como for, o são joão sempre me faz feliz. =)
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e já... estou feliz, tenho rido um bocado ultimamente, e as coisas estão caminhando direitinho, exatamente como deve ser! :)
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" o céu estava assim, em festa, porque era noite de são joão..."

sábado, 4 de julho de 2009

Sobre a saudade e o são joão...

Posso lembrar com riqueza de detalhes daquele 1º de Abril de 2008. O livro de matemática jogado em cima da cama e uma coragem zero para começar a estudar trigonometria no triângulo retângulo pela segunda vez, a janelinha do MSN piscando e nenhuma paciência para responder a quem ousava interromper o meu momento de insatisfação plena.
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Se fizer um pouco de esforço, consigo até lembrar da bermuda azul que usava, do cabelo preso num coque e dos gritinhos agudos e estridentes que saíram da minha boca ao ver o meu nome na lista dos aprovados no vestibular da UFRB.
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Acho que, até então, esse foi um dos dias mais emocionantes da minha vida. Descobri no dia 1º de Abril que havia passado no vestibular, a matrícula deveria ser feita no dia 3, e as aulas já haviam começado, ou seja, tinha apenas 24h para colocar 17 anos em uma mala e mudar de cidade. Não sobrou tempo para pensar se eu queria ou não ir, as únicas horas livres que me restaram foram dedicadas a uma breve despedida de amigos e familiares.
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Confesso, tive medo. Medo de deixar pra trás o que eu achava que me pertencia aqui. Medo de não conseguir lidar sozinha com os problemas da vida. Eu, no auge dos meus 17 anos, nunca tinha dormido uma noite fora de casa antes desse 1º de Abril, como assim morar sozinha em uma cidade tão distante? Tive muito medo de estragar tudo.
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Lembro de ter ido fazer a matrícula e a mudança no dia 3, e lembro também de ter voltado pra Itabuna no dia 4 com toda a mudança no fundo do carro. Foi difícil deixar tudo pra trás sem um tempo considerável para me acostumar com a idéia. Entre lágrimas, bronca de vó, conselhos de mãe, decidi voltar (e foi uma das decisãos mais acertadas que já tomei na vida).
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Aos poucos, o medo cedeu lugar à certeza de que eu saberia exatamente o que fazer. E lá, naquela pequenina cidade entre montanhas que me acolheu tão bem, fiz amigos, aprendi a morar sozinha, a lidar com os afazeres domésticos, a ser dona da minha vida, a jornalizar, lá eu aprendi ainda que as coisas nem sempre acontecem como a gente quer, e temos que aprender a lidar com isso, que precisamos lutar pelo que queremos, que a vida nem sempre vai facilitar as coisas pra nós, mas não devemos desistir.
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O único ponto negativo, é que eu não conseguia me imaginar jornalista depois que os 8 semestres passassem, e isso me angustiava. Eu gostava do curso, me identificava com as letras, tinha os melhores professores doutores, ph.D da região, mas eu estava cursando jornalismo, e pensando em fazer direito quando saísse dali. No decorrer do terceiro semestre essa divergência de desejos e interesses me irritou a tal ponto, que resolvi desistir de tudo por lá e voltar pra Itabuna.
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Não me arrependo de ter mudado de curso, mas sinto falta da vida por lá... e esse rodeio todo que fiz no texto foi só pra dizer que o são João foi perfeito, que as coisas por lá continuam do mesmo jeito que eu deixei, que a felicidade ainda me visita quando estou em frente ao paraguaçu, que fiz amigos de verdade no interior daquele interior, que quero voltar mais vezes para lá, e que a vida aqui vai bem, obrigada, só falta um pedaço de Cachoeira em mim.
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"Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade..." :)