terça-feira, 14 de outubro de 2008

Eu sou o que ninguém vê!

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Eu sou o que ninguém vê. Sou minhas conversas com o cara lá de cima antes de dormir, meus pensamentos malucos, meus sonhos surreais e, por que não, meus pesadelos. Sou a menina escondida detrás do mp3 enquanto caminha na rua, ouvindo músicas no último volume e cantando sem nem olhar para os lados. Sou meu pijama cor de rosa dois números maiores que eu num fim de noite, o bom humor na madrugada, o mau humor por ter que acordar cedo, o meu jeito doce e bobo de conversar com meu primo de dois anos. Sou as músicas que decoro para enviar em forma de bilhetinho ou de depoimento àquele que insiste em permanecer nos meus pensamentos. Sou as gargalhadas com a amiga inseparável, a minha falta de vergonha ao dançar mais do que empolgada no banheiro.
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Sou a minha pouca intimidade com as tarefas domésticas, a maneira delicada com que me aventuro a lidar com as panelas, o desastre bem intencionado que sou como cozinheira. Sou a mania de fixar os olhos num ponto qualquer e desligar do mundo, o descaso com o msn ligado, a mania de mandar mensagens de madrugada. Sou os cremes que lotam o cantinho do meu quarto dedicado à beleza e também a falta de vontade de ir para a academia. Sou o afastamento de amigos e afins que falam de mim e de minha maneira de me relacionar mais do que devem ou sabem. Sou meus medos, minhas angústias, meus sentimentos, meus desejos. Sou a minha mania de cercar o mundo com flores. Sou minha euforia na sexta-feira à noite e minha depressãozinha no domingo à tarde.
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Sou uma infinidade de detalhes que seria incapaz de listar aqui. Mas principalmente: sou minha ânsia em manter ocultas as minhas peculiaridades mais banais .
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Eu sou a minha escrita perdida nas madrugadas...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Meu aniversário..

Há 17 anos... direto do túnel do tempo! :D

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“Apenas com a idade que eu tenho poderia ter vivido tudo que eu já vivi”. Foi esta a resposta de um amigo meu, em seu aniversário, quando alguém mencionou o fato dele estar “amadurecendo”.
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Como a Páscoa, o aniversário é uma data que divide opiniões. Uns amam, outros odeiam. Os que não gostam preferem passar a data em branco. Simplesmente esquecem que nasceram e, geralmente, somem no tal dia, para nem ter que atender ao telefone e receber os votos de felicidade. Já as pessoas que adoram fazer aniversário - como eu - já acordam se sentindo especiais.
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Para mim é uma espécie de feriado, mas a diferença é que é um feriado exclusivo. No “meu” dia, sinto como se eu estivesse imune a tudo. Todos os problemas fazem uma pausa e só retornam depois de 24 horas. Fico até meio obcecada e saio avisando pra qualquer um que passe na minha frente: “Hoje é meu aniversário!”.
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Provavelmente a simpatia (ou antipatia) pelo próprio aniversário é adquirida ainda na infância. Tenho certeza que a minha adoração vem do fato da minha família sempre ter me bajulado ao máximo no tal dia: café na cama, brinquedos, chocolate, almoço com meu cardápio preferido e sempre uma reunião com meus amigos à noite.
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E aí eu percebo que é daí que vem o sentido da minha mania de comemoração. Que graça tem fazer aniversário se as pessoas que me fizeram e me fazem felizes durante todos esses anos não estão junto comigo?Por isso, eu endosso o que o meu amigo disse. Com menos idade, realmente eu não poderia ter sido mais feliz do que eu fui, nos meus, assumidos, 19 anos..
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♥
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ps: Vale salientar que comemoro aniversário 2 vezes... Oficialmente dia 1º de Outubro e tecnicamente dia 2. Então dá para dividir o meu dia especial com aquelas pessoas que são especiais em minha vida. Dia 1º, amigos de Cachoeira, dia 2, amigos de Itabuna e famíliaaaaaa... preparem os abraços que eu to chegando!! :D.
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A saudade vive em mim!

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Uma amiga tinha me dito que morar só é cheio de fases. Primeiro, você ama demais e fica doido com a novidade. Depois, você cai em depressão, fica triste e estranha a solidão repentina. Estou nessa fase. Acho. Depois desse depois, ela disse que fica tudo bem de novo e você passa a amar morar só.
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Aos poucos, começo a tocar minha vida aqui. Realmente, o amanhã é cheio de surpresas e eu não imaginei morar sozinha e tão longe de casa por agora. Estou tendo um grande encontro comigo mesma, podendo me ver e me avaliar como nunca antes. É bem louco ter sua vida inteira na palma da sua mão. Eu espero que eu possa fazer bom uso disso... :)
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De toda essa mudança, o duro é estar longe da família. Estar longe deles fisicamente tem sido muito complicado e difícil.


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[...]

"Mais uma vez eu vou te deixar,
mas eu volto logo pra te ver,
vou com saudades no meu coração..."

[...].

domingo, 7 de setembro de 2008

Saudade não mata, engorda!

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Não existe despertador melhor do que ouvir sua vozinha de manhã. É um estímulo e tanto para sair da cama. Você brinca, canta para si mesmo, experimenta a voz e os sons que é capaz de produzir. E quando me vê, depois de um sorriso, entoa uma notinha, insinuando que quer dançar.
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Você é uma delícia, amor!
E eu sinto a sua falta.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Eu adorava...

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Não sei se já falei aqui do meu costume um tanto inútil de passar um tempo enorme olhando fotos, sejam elas antigas ou nem tanto. Acontece muito nas noites de insônia, quando tenho uma tonelada de trabalhos pra fazer mas o défict de atenção conspira contra. Ou quando estou triste, carente, sem graça, quando o choro não vem, apesar da vontade. Aí vejo e lembro de tempos em que eu não me vestia tão bem (não tem jeito, a gente sempre acha que se veste melhor agora do que antes), mas não tinha essas crises de cansei-da-vida com tanta frequência.
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Eu adorava meu cabelo liso-escorrido-batendo-na-bunda, mas não sei se ele vai conseguir ficar daquele jeito de novo. Não sei onde estava com a cabeça quando fiz a loucura de cortar, só pra provar pra aquele infeliz - e pra mim mesma - que eu não gostava mais dele nem me importava com qualquer coisa que ele pensasse, porque ele me disse uma vez (e eu nunca esqueci) que achava lindo meu cabelo comprido. Eu devia ter deixado crescer ainda mais, devia ter continuado romântica e linda, balançando meus cabelos perfeitos......
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Eu adorava usar aquelas lentes uns dois atrás. O engraçado é que agora acho que não iam combinar mais comigo. Meus olhos estão mais fundos depois de tantas noites acordada, com ou sem motivo, e agora preciso dos óculos não só pra enxergar, mas pra esconder as olheiras de Vandinha Adams. Acho que não vou me livrar deles até o fim do curso, no mínimo.
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Eu adorava aquela correntinha que hoje vive abandonada em um cantinho do meu guarda-roupa, de enorme valor sentimental e cheia de segundas intenções, pendurada no pescoço o tempo todo, em tantas fotos. Hoje olho pra ela e fico triste, mas até pouco tempo atrás, não tinha conseguido deixar de usar. Foi do pescoço pro pulso esquerdo, pro pulso direito, e há uns 5 minutos voltou pro pescoço, como se eu quisesse voltar no tempo, pra quando eu era mais feliz e menos preocupada. Ou melhor, preocupada com coisas que valiam a pena. Se eu soubesse que ser gente grande era desse jeito, não sei se teria topado tudo tão fácil. O que me alivia é a certeza de que nada ia continuar do mesmo jeito, mesmo que eu fizesse de tudo pra prender as coisas e as pessoas nos seus lugares. Foi melhor ter mudado antes que tudo mudasse em mim.
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A tal correntinha de enorme valor sentimental...
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Não estou nos meus melhores dias. O tempo passa voando, e não lembro quando foi a última vez que sorri com gosto, ou que fiz algo que realmente mereça ser lembrado depois. Talvez seja a simples falta de registro que me deixa assim. Fotos mesmo, ou as palavras soltas na agenda, que no começo do ano eu escrevia todos os dias. Só fico pensando que não é nada saudável viver de lembranças, que eu devia parar de me stressar tanto e fazer alguma coisa legal, mas não dá tempo. Estou muito ocupada ficando triste, sentindo saudade, querendo voltar, querendo que tudo se exploda (pra não dizer outra palavra mais feia), esperando acontecer algo que lá no fundo sei que não vai. Complicado, eu sei. E o pior de tudo é que eu acho meus olhos lindos quando ficam assim marejados.
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rir era uma coisa assim, espontânea.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sobre o bem maior... :)

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À minha vó, que foi minha mãe e meu tudo mesmo antes deu vir ao mundo...
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Ela diz *teamo*. Não é um "Eu Amo Você" assim redondinho, nem um "Eu Te Amo" com todas letras. É um *teamo* assim, rápido, corrido, tímido, inseguro. Ela sabe que eu a amo mais que tudo e que a todos, e isso dá a ela o direito de fazer birra, de passar dias e mais dias sem falar comigo, por que, convenhamos, ela tem um gênio... rs.
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Mãe, Eu Amo Você! (assim, redondinho, com todas as letras e com todo o amor). E dói muito pensar na possibilidade de um dia não tê-la mais ao meu lado, de não tê-la mais preparando tão carinhosamente aquela “comidinha que você tanto gosta, minha filha”, de não escutá-la gritando do quarto às 4 da madrugada “vai dormir, menina, tá tão tarde”, de não te ouvir cantarolando “catito, catito, ô meu catito, és um pedaço do meu coração” enquanto dança com Gabriel nos braços, de não sentir a preocupação nos teus olhos por me ter tão longe da sua barra de saia(mas não do seu coração). Eu vivo reclamando, mas não imagino a vida sem você e suas implicâncias bobas e sem sentido (tudo bem, sei que é difícil aceitar que eu cresci, principalmente no sentido literal da palavra, mas, mãe, eu cresci sim, viu? E se sou o que sou hoje é graças a senhora! ;*). Eu amo você! E não quero que seja preciso perdê-la para só então reconhecer isso.
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Com muito amor,
Sam.

Você, toda orgulhosa na minha formatura! ;)

Meu pior...

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Meu pior dia da semana é o domingo à tarde. É nele que percebo como faz falta estar com pessoas.…
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Minha pior hora do dia é 6:21. (sim, e vinte e um... rs). Hora de acordar. O engraçado é que tem uns 3 dias que, mesmo estando de férias, estou sendo obrigada a acordar esse horário. Bah!
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Minha pior característica é achar que só eu consigo fazer as coisas da maneira certa (o que é verdade em boa parte do tempo, mas já me causou problemas).
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Meu maior medo é perder as pessoas que eu amo. Medo egoísta, eu sei. É um medo da solidão. (Mas já entendi que o mal do século é a solidão... e o que é pior, é uma solidão acompanhada essa que nos é imposta).
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Meu maior freio (sim, freio, aquela coisa que me faz parar e pensar mil vezes antes de decidir fazer ou falar algo) é o medo de ouvir um não. Pedir e ouvir um não. Dizer que amo e ouvir um não. Perguntar se está bom e ouvir um não.
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Minha menor admiração é por essas pessoas que são hostis com os outros sem motivo. Que acham que só sua própria opinião conta, e que passam por cima de todo mundo - e pior: de quem se importa com elas - pra conseguir o que querem. É, conheço gente assim.
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Meu pior teste é a hora da verdade. Tudo funciona maravilhosamente bem comigo, desde que não seja valendo alguma coisa muito importante. Quando é, meus nervos enlouquecem.
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Meu pior sentimento não é a raiva, como pode parecer. Raiva faz bem, gosto de sentir de vez em quando. Meu pior sentimento é a tristeza inconsolável que vem de surpresa e às vezes demora a passar. E é o pior simplesmente por não ter explicação.
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Minha pior decepção é com amizades que não duram tanto quanto eu pensava que iam durar, ou tanto quanto eu queria que durassem. (isso vale também para palavras de amor eterno que não duram mais que um mês).
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Minha maior dívida é com Deus. Ele não cansa de me segurar quando estou caindo.
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:)