sábado, 2 de maio de 2009

Intensamente intensa.

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Alguém me disse uma vez que sou intensa. Intensa? O dicionário diz: intenso - que se manifesta em alto grau. Forte, energético, veemente, ativo, animado. Sou, sou intensa. Sou mesmo. Não sei viver nada sem mergulhar fundo, sem me envolver, não sei brincar de ser. Nunca soube. Só vou se meu corpo está pedindo, só sei estar se for bom demais. Sou intensa sim, não sei morar na superficialidade, não sei virar as costas e fingir que nada aconteceu. Não sei mentir, ser pela metade com nada, com ninguém. Não vou na onda de ninguém se não for o que eu quero. Só digo o que meu coração acredita intensamente. Não vivo segundos de tanto faz. Nem quero. Vou fundo, mergulho, me jogo, mesmo saindo ferida. Sou intensa sem medo, sou intensa sem querer, sou intensa porque sou intensa e não sei ser de outra forma . Sou uma moça sem razão. Intensa como você sabe. Decidida como só eu sei. Terrível como acham alguns. Animada para aqueles que olham de longe e uma apaixonada pela vida como só alguns mais próximos entendem.
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"Pertencia àquela espécie de gente que mergulha nas coisas às vezes sem saber por que, não sei se na esperança de decifrá-las ou se apenas pelo prazer de mergulhar..."
[Caio F. Abreu]
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

3º semestre!

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Hoje iniciou-se o semestre no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. E como eu gostaria de ter estado presente nesse dia. Queria ter chegado atrasada na primeira aula - para não perder o costume, depois, gostaria de ter filado a segunda aula para encontrar a galera tocando violão no corredor, e a quinta aula para lanchar em Gel. Queria ter saído correndo em direção aos meus amigos queridos para matar a saudade que se acumulou ao longo desses quase (pasmem! =0) quatro meses de férias. Gostaria de ter dado um abraço apertado em cada um deles e depois, ainda para não perder o costume, termos ido todos em direção a querida praça 25 para dar início ao primeiro luau do semestre.
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Devo confessar, trocaria seguramente e sem titubear o jornalismo pelo direito. Mas me dói ter que trocar a minha vida naquela pequenina cidade entre montanhas pela vida por aqui. Falta a 25, faltam os meus queridos amigos, falta o bar da Gel, falta o almoço na tia, falta atravessar a ponte para tomar sorvete em são félix, faltam as madrugadas em frente ao rio, faltam as piadas de Paca, os poemas de Guga e as prosas de Val... falta um pedaço de mim que ficou perdido naquela pequenina cidade banhada pelo paraguaçu.
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"...e o que vai ficar na fotografia são os laços invisíveis que havia...
as cores , figuras, motivos, o sol passando sobre os amigos...
histórias, bebidas, sorrisos e afeto em frente ao paraguaçu!..."
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domingo, 12 de abril de 2009

Miniaturas!

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Eu vou fazer uma miniatura de você para guardar no meu bolso. Para ficar sempre comigo. Eu quero fazer um molde também. Caso eu te perca, faço outro você e guardo com carinho. Eu quero poder falar as coisas que você não vai ouvir, então, talvez eu faça uma miniatura sem orelhas. Mas você também não ouviria o ‘eu te adoro’. Melhor fazer uma miniatura completa. E se você partir meu coração, ainda tenho a possibilidade de te espatifar em pedaços e jogar no lixo. É, eu vou fazer uma miniatura de você.
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Ráh! =D
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Apenas mais uma de amor... :)

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É bem verdade que o teu coração saberá quando o grande amor da tua vida apontar no teu horizonte. Afinal, senhores, corações não são fracos a ponto de derreterem-se por qualquer olhar. Mas quando for o olhar do amor da tua vida a tua alma amanhecerá plena como as manhãs de primavera. Reconhecerás de longe aquela voz que te alegrará os ouvidos. E aquele moço será teu motivo de sorrir no meio da noite.
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Saibam senhores, que se o teu coração não se põe em inquietude poética a cada vez que aquele alguém vem ao teu encontro, é porque ainda não encontraste o amor da tua vida. Se os teus olhos não brilham todas as vezes que você o encontra, se o azul do céu ainda não te faz fechar os olhos e suspirar por lembrar daquele rosto, se ao cair a noite você não busca a primeira estrela do céu, só pra olhar e sorrir, é porque ainda não encontraste o amor da tua vida!
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Se o teu dinheiro ainda vale o que vale para todos, se as canções de amor ainda não representam nada de especial aos teus olhos... Se não é insuportável a despedida a cada noite, é porque ainda é uma mocinha “assim-assim”, voltada ao desamor, e que não foste premiada ainda pela felicidade.
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Se a voz da Marisa não te faz lembrar o rosto dele, se as citações do Caio não parecem terem sido escritas por você, se teus olhos não sorriem cada vez que o encontra, se não criastes ainda dialetos típicos de gente apaixonada, se as palavras da tua boca não saem com sabor de amor quando direcionadas a ele, é porque ainda não encontraste aquele que vai ser pra sempre.
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Se tu és uma amora sem um amor pra chamar de seu. Se não houver em ti a sensação de todas as cores e de todas as borboletas fazendo morada em teu estômago. Se as mãos não se encontram no final da noite. Se a diversão é “assim-assim”, se os sorrisos são medidos, se ainda há aquela solidão que de forma alguma você assume, se ainda és uma mocinha que sorri pouco, que não consegue se despir dos pudores, pode ser que estejas com aquele que não é ele* (ele = aquele que vai ser pra sempre).
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Senhores, a vida é breve! Não há sentido em vivê-la se não for pra ser feliz. Se os vossos dias são de coisas que não os torna plenos, ainda existe uma estrada a ser percorrida. Se não deu certo, ainda não chegou ao fim. Pelo menos é isso o que costumam dizer os mais entendidos.


"Uma alma especial reconhece de imediato a outra..."
[ Caio F. Abreu ]
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segunda-feira, 30 de março de 2009

Benjamin Button!

Pronto, matei meu desejo e agora posso participar ativamente de todas as conversas que envolvem O Curioso Caso de Benjamin Button. Assisti hoje, depois do almoço, enquanto deveria estar estudando para a prova de ciências políticas que vou ter amanhã, e achei incrível, mas não surpreendente, ter me esvaido em lágrimas no final.
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Foram quase três horas de filme contando a história de Benjamin, um bebê que nasce velho, à beira da morte, e fica mais jovem à medida que o tempo passa, mas isso todo mundo já sabe, que esse é um dos top filmes mais comentados por aí. Como também se sabe que, em algum momento da história, ele se apaixona por Daisy (Cate Blanchett) e os dois vivem o impasse de não terem todo o tempo do mundo pra serem felizes juntos, porque enquanto Daisy envelhece - super elegantemente bem -, Benjamin fica cada vez mais jovem - super mega deliciosamente bem, já que é Brad Pitt, né? =D.
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Uma das minhas maiores curiosidades em ver o filme era o tratamento de make-up e efeitos que a produção ia dar em Brad e Cate, já que o filme não tinha fases distintas, era uma história corrida, então seriam, sei lá, 20 Benjamins diferentes ao longo do filme. E me surpreendi. Ficou tudo tão natural e bem feito (conseguiram fazer Cate ir dos 15 aos 80 anos com uma delicadeza incrível, e eu não duvido que Brad fique parecido com sua versão “vovô” do filme quando estiver mais velho) que eu quase estava acreditando de verdade na história. O filme absorve a gente, sabe. Afinal, são quase três horas. Acho que não deve ser tão legal ver um filme longo desses no cinema. Filmes assim são bons de assistir largada na cama, com a chance de pegar uma coca na geladeira a qualquer momento, levantar pra fazer brigadeiro, e sem aquele frio todo da sala de cinema.
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O curioso caso de Benjamin Button é perfeito. É legal como o filme vai ficando mais leve, mais jovem, como o personagem principal. Adorei os anos 60, especialmente a cena de Brad no barco, de óculos de sol e cabelos ao vento, num corte de tempo em que aparece bem mais jovem do que na cena anterior, aaaaaai delícia. Pessoas que não vão com a cara de Brad, me desculpem, mas o cara é absurdamente lindo. ;)
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O filme me encantou desde a primeira cena, a da história do relógio que contava o tempo pra trás, até a última, com o mesmo relógio. E eu me peguei sentindo o filme de uma maneira que não acontecia desde PS: EU TE AMO. A história começa meio tragicômica e vai ficando cada vez mais cativante. E apesar de saber que o fim de Benjamin não ia ser dos melhores (imagine uma criança de 80 anos, que coisa confusa), eu torcia por ele. Acho que o que mais me tocou no filme foi isso. A idéia da inevitável passagem do tempo, tanto pra frente quanto pra trás, e como isso é triste - logo no começo do filme, alguém diz a Benjamin que por causa de suas “circunstâncias extraordinárias”, ele está condenado a ver morrer todas as pessoas que ama -, e como a gente tem que aproveitar direito o tempo que tem, o máximo dele. E como existem pessoas que ficam, mesmo passado todo o tempo do mundo.
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sexta-feira, 6 de março de 2009

>*.*<

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Gosto de surpresas.
Gosto de gentilezas.
Gosto de começos.
Gosto do exercício de aprender a gostar.
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.Gosto de dias doces, como foi o dia dessa foto. :)

segunda-feira, 2 de março de 2009

A minha vida real em uma "pauta".

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Não vou ser jornalista. Não tenho talento nem motivação para exercer a profissão e sei muito bem disso. Mas devo confessar que algumas vezes as sérias brincadeiras de entrevistar exigidas pela faculdade me surpreendiam e comoviam de forma irreversível.
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É impressionante como pessoas que há dez minutos atrás não passavam de desconhecidas para nós (e nós para elas) permitem nossa entrada em suas vidas, confidenciam seus medos, suas alegrias, suas impressões sobre este imenso mundo do qual fazemos parte. São depoimentos que muitas vezes não são publicados no corpo final da reportagem, mas que nos tocam a fundo, tornam-se inesquecíveis em suas peculiaridades e nos fazem pensar e repensar o sentido de nossa existência.
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O coveiro que diferencia as reações das pessoas em velórios de acordo com suas classes sociais e acredita que os menos abonados são muito mais sinceros em suas emoções, o funcionário do hospital que tem ‘sangue-frio’ para atender os feridos, mas inconforma-se com a crueldade com que alguns tratam seus parentes internados, a senhora que perdeu o pouco que tinha em alguns minutos de chuva e nos recebe com seu abraço mais carinhoso, com seu sorriso mais bonito. São sentimentos transmitidos por gestos inquietos, olhares cintilantes, expressões transparentes. É a vida, o caráter. São os valores de cada um que entram na nossa peneira de pensamentos e nos ajudam a construir os nossos.
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Pelo visto a minha incursão no mundo do jornalismo não vai durar tanto, mas as experiências que eu tive ao longo desses dois semestres me marcaram profundamente. Vou sentir falta das marias, dos josés, dos tantos personagens da vida que através das pautas que tive que cumprir entraram e sairam do meu dia-a-dia, das pessoas que de alguma forma deixaram sua marca em mim.
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Na foto: Laurinha, eu e Evelyn, após uma tarde brincando de 'jornalizar'.

ps: vou sentir falta do em pauta, gatekeeper, LEAD, deadline, nariz-de-cera, release, pirâmide invertida, agenda setting, espiral do silêncio, entre tantas outras expressões igualmente divertidas que nos fizeram rir nas tardes de sexta-feira. Vou sentir falta também dos finais de tarde na 25, das noites de sábado em Seu Lomba, das feijoadas na casa de Júlio, do forró do Porto, das aulas práticas de Nova, de atravessar a ponte para tomar sorvete em São Félix (né, Laurinha?), de filar aula para tomar banho de Cachoeira no Balneário (né, Léo? ¬¬ rs), de passar as madrugadas em claro fazendo o artigo de Colling, de almoçar lasanha todos os dias (eu também te muito I love you, Val! =D), de reunir a galera em frente ao rio e improvisar um luau... Saudades, como não sentir?
Saudade de um pedaço de mim que vai ficar aí com vocês.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Receita para um carnaval memorável.

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Abadá?
Fantasia?.
Ingresso pra camarote?
Frevo?.
Axé?
Desfile das escolas de samba na tv?.
Galo da Madrugada, Olinda, maior carnaval do mundo?
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Nããão.
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4 dias.
Uma praia paradisíaca, com água azulzinha de longe e cristalina de perto.
Um quarto enorme e fresco.
Uma rede. Aliás, uma não, várias..
Uma terra à vista para conhecer.
Boa companhia.
Uma noite inteira de todo tipo de conversa e riso.
Muita ice e gelo.
Muito chocolate.
Muito vinho.
Apresentação do coletivo nopock pra alegrar a noite.
Um celular descarregado.
Nenhuma possibilidade de internet por perto.
Sol o tempo todo. Céu sem nuvens.
Passeio de Caiaque.
Música (poucas... mas que ficaram marcadas!).
Um café da manhã de causar inveja.
Cheiro de Sundown..
Beijos (muitos beijos) toda manhã, pra acordar direito.
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Pra quê mais? :)
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É uma pena que " todo carnaval tem seu fim... "

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O que me magoa?

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Não costumo me magoar por motivos banais. Ainda não sei se isso é bom ou ruim, mas com o tempo aprendi a reconsiderar, a não levar tudo tão ao pé da letra. Acredito que mesmo as pessoas mais bem-intencionadas do mundo podem ser rudes de vez em quando, falar sem pensar, sem motivo ou razão. Ninguém está livre de entender algo errado, ninguém precisa concordar com tudo o que escuta, ninguém está sempre certo. O que não podemos é deixar um desentendimento bobo, mal entendido ou uma grosseria sem um pedido de desculpas. Isso sim machuca.
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Não magoa quem fala o que pensa, mas com respeito, quem discute e ouve, quem argumenta e compreende. Não magoa quem dá importância a uma simples conversa, quem sabe que as pessoas têm sentimentos e se preocupa com eles.Não magoa quem se exalta, mas volta para conversar depois das brigas, quem pergunta o que está errado, quem se importa. Não magoa quem não é sempre o dono da razão, quem sabe que há momentos para tudo, inclusive para se desculpar. Só magoa quem dá as costas, ironiza, quem machuca sem perceber.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Meu jeito! =]

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Namorei por quase dois anos. Meses após o rompimento encontrei meu então ex-namorado e reparei que ele me olhava de longe enquanto eu me esbaldava cantando com algumas amigas no Karaoquê. Não demorou muito para ele se aproximar e perguntar: "Por que tu nunca me mostrou que canta tão bem?". Dei os ombros e ficou por isso mesmo.
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Pode parecer uma bobagem eu relembrar isso depois de tanto tempo. Cinco anos, por aí. Mas isso me marcou de tal forma que hoje, sempre que conheço alguém, penso se eu o deixaria me amar. Sem floreios, sem máscaras, sem maquiagens. Pergunto-me se eu permitiria que ele descobrisse a minha essência, conhecesse cada mania, cada detalhe, cada qualidade ou defeito meu. Mesmo que agora eu seja praticamente o oposto do que era há cinco anos, ainda não estou segura sobre a minha capacidade de me revelar. Como diria meu grande amigo Eduardo: "quando confia, permite que realmente te conheçam", antes disso não...
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Eu quero alguém que me ache linda com o meu pijama rosa dois números maior do que o meu. Quero alguém que conheça meus olhares, minhas expressões, meus ângulos, minhas manias. Quero alguém que não implique com o meu jeito moleca, com as minhas roupas curtas, meus quilos extra e minha mania de rir para todo mundo. Alguém que não se importe em esperar uns segundinhos para que eu volte da breve viagem que faço para outro planeta antes de responder ou continuar o assunto. Alguém que entenda - ou ao menos tente entender - o meu jeito de viver, o jeito que é só meu.
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Não precisa cantar comigo, desde que me veja cantar.
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